"Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." [ Marcos 16:15 ]

"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" [1 Coríntios 9:16]

"Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade ?" [Gálatas 4:16]


quinta-feira, 14 de maio de 2009

2. Quem Ama, Educa

Em geral, não é fácil levar a teoria para a prática. A maior dificuldade surge quando conflitos internos dos pais interferem nas ações educativas, e isso não depende da idade dos filhos.
Há homens que ajudam em casa quando estão desempregados. Porém, quando arrumam outro emprego, voltam a encarar o lar como o repouso do guerreiro. Por isso, não é de estranhar que deixem a educação por conta da mulher.
Educar dá trabalho, pois é preciso ouvir o filho antes de formar um julgamento; prestar atenção em seus pedidos de socorro (nem sempre claros) para ajudá-lo a tempo: identificar junto com o filho onde ele falhou, para que possa aprender com o erro; ensiná-lo a assumir as conseqüências em lugar de simplesmente castigá-lo, por mais fácil que seja; não resolver pelo filho um problema que ele mesmo tenha capacidade de solucionar; não assumir sozinho a responsabilidade pelo que o filho fez, por exemplo ressarcir prejuízos provocados por ele ou pedir notas aos professores.
Muitos pais machos foram filhos de pais também machos. Se pais machos soubessem educar, seus filhos também saberiam educar e não teríamos hoje esta geração de jovens tão bem-criados porém tão mal-educados.
A grande vantagem do ser humano sobre os animais é a possibilidade de modificar seu comportamento, criando soluções para o que o prejudica ou não o satisfaz.
pai integrado tem de superar o machismo e ser uma pessoa verdadeiramente interessada
em educar o filho.
O interesse e o empenho em educar o filho devem ir além da informação. É preciso que as informações sobre educação, desenvolvimento, drogas e sexualidade e relacionamentos integrais saiam dos livros e entrem na rotina familiar.

Içami Tiba
Tereza me procurou por não agüentar mais as agressões que recebe do filho de 7 anos, cada vez que ela o contrariava. Desde pequenino, Zézinho conseguiu tudo o que quis usando e abusando da birra. Tereza sabia que estava errando cada vez que cedia à birra, mas não conseguia impor-lhe os limites necessários. Ela não suportava vê-lo sofrendo. Em sua terapia, Tereza percebeu quanto sua mãe tinha sido repressiva, e jurou a si mesma que nunca reprimiria ninguém, muito menos seus filhos. Tereza não se lembrou mais desse juramento, mas ele ficou bem arquivado dentro dela. Quando precisava impor os limites adequados, o juramento entrava em ação sem passar por sua consciência e interferia na resposta. E o conflito interno da mãe prejudicando a educação.
A omissão, que permite à criança fazer tudo o que tem vontade, ou a explosão diante de qualquer deslize do filho, além de não educar, distorcem a personalidade infantil, tornando a criança folgada (sem limites) ou sufocada (reprimida, tímida). No futuro, ela poderá se revoltar quando for contrariada ou tiver forças suficientes para se rebelar contra o opressor. Portanto, é importante que os pais busquem ajuda quando não conseguem fazer o que sabem que tem de ser feito.
A boa educação não se deve pautar pelos conflitos ou problemas que os pais tiveram na infância, mas pelas necessidades de cada filho. Mesmo que o casal tenha três filhos, cada um deve ser tratado como se fosse único, pois embora os três tenham a mesma genética o que impera é a individualidade.
Fonte: Texto tirado do livro: "Quem Ama, Educa". Içami Tiba

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