
Em outras épocas, o homem, fisicamente mais forte, caçava e a mulher preparava a caça para os filhos comerem. Assim começou o machismo, pois a mulher, mais fraca, ficava "tomando conta" das crianças e da casa, e a caça é que garantia a sobrevivência. Hoje a sobrevivência não mais depende de força física, e sim da capacitação, do conhecimento, de saber usar um teclado em vez de brandir armas. Assim, tanto faz ser homem ou mulher, ambos podem caçar e cozinhar.
Para reduzir a sobrecarga, é importante abrir mão da onipotência. Em vez de sentir-se culpada pelo que não fez, sinta- se vitoriosa pelo que fez. Dê-se respeito, admiração e dignidade como mulher e reconhecimento por conseguir "matar onças", contribuindo com sua parte para a economia doméstica e a função social. Pare de tratar o marido como um filho temporão e eduque as crianças para que cada uma faça a sua parte nas tarefas domésticas e não sobrecarregue outros. Permita-se ir ao banheiro sossegada, sem ter de interromper tudo e sair correndo para atender aos filhos, que efetivamente podem esperar ou, o que é melhor, resolver por eles mesmos sem ter de chamá-la.
Se a casa é para o repouso do guerreiro, você, que também é uma guerreira, merece tal repouso. Quem sabe, começando a cuidar de si própria, os outros aprendam a cuidar de você, e as sim consiga sentir prazer em voltar para casa e tranqüilidade para ficar.
Fonte: Entrevista retirada do livro "QUEM AMA EDUCA" Içami Tiba
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